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Setores

Têxtil e confeção: marca, catálogo e a passagem a marca própria

Produzir para os outros é um negócio; ter marca é outro

Grande parte do têxtil português vive de produzir bem para marcas de fora. É um negócio de relação, de ficha técnica e de prazo, em que a comunicação quase não conta — quem compra já sabe quem somos e o que fazemos. O problema aparece quando essa dependência incomoda: basta um cliente grande mudar de fornecedor para um ano ficar em risco, e a saída habitual é vender também em nome próprio.

É aí que a comunicação passa a ser o trabalho todo. Uma empresa habituada a responder a fichas técnicas tem de aprender a construir uma marca, a fotografar coleções, a escrever para quem compra uma peça e não mil, e a aguentar um calendário de estações. São competências que nada têm a ver com produzir, e é por isso que a passagem de private label para marca própria falha tantas vezes por razões que não são de fabrico.

Trabalhamos os dois lados: o que uma empresa de confeção precisa para se apresentar a quem a contrata — catálogo, ficha de capacidades, site em inglês — e o que precisa para vender directamente, que é marca, etiqueta, embalagem e loja.

O que costuma estar a travar o crescimento

Os pedidos deste setor chegam-nos quase sempre por um destes motivos.

Tudo depende de dois ou três clientes

A fábrica está cheia, mas de encomendas de poucas marcas. Qualquer uma delas que mude de fornecedor leva metade do ano com ela.

Não há como mostrar o que se sabe fazer

As peças produzidas são de marcas de outros e muitas vezes nem se podem mostrar. Fica-se sem portefólio, e cada cliente novo tem de ser convencido por telefone.

A marca própria arrancou e parou

Fez-se um logótipo, umas etiquetas e uma loja online, e depois não houve quem alimentasse aquilo. A coleção ficou parada e a loja envelheceu.

As fotografias não vendem a peça

No têxtil, o que se compra é caimento, cor e textura. Fotografia sem cuidado dá cores que não são as reais, e cor errada é devolução garantida.

O site não fala a língua de quem compra

Quem procura confeção em Portugal procura muitas vezes em inglês ou em espanhol. Um site só em português não aparece nessas pesquisas.

O que costumamos fazer neste setor

O âmbito muda conforme se trate de confeção para terceiros, de marca própria ou de personalização, mas estes são os trabalhos que este setor costuma pedir.

Site e catálogo de capacidades

Para quem produz para outros: o que faz, em que materiais, com que séries mínimas, com que certificações e em que prazos — em português e em inglês. É a página que responde ao comprador estrangeiro antes do primeiro email.

Marca própria, do nome à etiqueta

Nome, logótipo, paleta e tipografia, e depois o que é próprio do têxtil: etiqueta de gola, etiqueta de composição, cartão de marca, embalagem e saco. A etiqueta é o sítio onde a marca é tocada todos os dias.

Coleção e lookbook

Organização da coleção, fotografia de peça e de modelo com cor fiel, e o lookbook que serve tanto a loja como a apresentação a lojistas.

Loja online com tamanhos e devoluções

Catálogo com variantes de tamanho e cor, tabela de medidas a sério e uma política de troca explicada sem letra pequena — que é o que reduz devoluções em vez de as esconder.

Personalização e merchandising

Para quem trabalha estampagem, bordado e brinde: marca, catálogo e o configurador ou formulário que recebe um pedido já com quantidades, cores e ficheiro.

Presença em feiras

Stand, catálogo impresso, mostruário e o material que fica na mão de quem passou. Em têxtil, a feira continua a ser onde se fecham relações.

Serviços mais pedidos por empresas de têxtil

Cada página explica o processo, o que recebe no fim e as perguntas mais frequentes.

Trabalho próximo deste setor

Sejamos diretos: ainda não temos no portefólio uma empresa de confeção. O que temos é trabalho encostado a este setor, e é isso que mostramos aqui em vez de o fazer passar pelo que não é. A Resende Seixas é a marca de uma empresa de impressão digital, grandes formatos e personalização têxtil — criada de raiz, e pensada para aguentar o têxtil, o grande formato e o pequeno formato sem perder carácter. A Funmerch é nome e marca na área do merchandising. Ao lado, há várias marcas de produto com loja online — a WAKER e a Lokahi, no setor de comércio e lojas online — onde o caminho de marca própria até à loja é o mesmo que uma confeção percorre. O resto está no portefólio.

Perguntas frequentes de quem trabalha em têxtil

O que nos perguntam antes de começar um projeto nesta área.

Já trabalharam com empresas de confeção?

Ainda não, e preferimos dizê-lo do que arranjar maneira de parecer que sim. O que temos é trabalho vizinho: a marca de uma empresa de impressão e personalização têxtil, marcas de merchandising, e várias marcas de produto que vendem online — que é exactamente o percurso de quem sai do private label para marca própria. O que uma confeção precisa de nós é marca, catálogo, fotografia de coleção e loja, e é trabalho que fazemos todas as semanas noutros setores.

Vale a pena ter site se só produzimos para outras marcas?

Vale, e é o caso em que o site tem o trabalho mais fácil de medir: serve para ser encontrado por compradores que procuram produção em Portugal, quase sempre em inglês. Não precisa de ser grande. Precisa de dizer o que faz, em que materiais, com que séries mínimas, com que certificações e em que prazos, com fotografias das instalações e uma forma simples de pedir cotação. É uma página que trabalha sozinha enquanto a fábrica produz.

Podemos mostrar peças que produzimos para outras marcas?

Depende do que estiver acordado com cada cliente, e é frequente não poder. A volta habitual é mostrar a capacidade em vez do cliente: fotografia de processo, de máquina e de detalhe de construção, tipos de malha e de acabamento, e números — séries, prazos, controlo de qualidade. Mostra-se o que se sabe fazer sem dizer para quem, o que costuma bastar a quem está a escolher fornecedor.

Vai passar a vender em nome próprio?

Diga-nos o que produz hoje, para quem, e o que quer passar a vender com o seu nome. Recebe uma proposta com âmbito, fases e valor.

Marcar reunião

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