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Negócio

Plataforma genérica ou feita para o seu setor

· 3 min de leitura ·

Quem procura software de gestão acaba sempre na mesma bifurcação: uma plataforma conhecida, que serve para tudo e custa pouco, ou uma feita a pensar no seu setor, que custa mais e de que ninguém ouviu falar.

A comparação costuma fazer-se pela mensalidade, que é o número mais visível e o menos importante. O que decide é outra coisa: o que a plataforma não faz, e quanto é que isso lhe vai custar em pessoas.

O que uma plataforma de setor já traz feito

A diferença não está nas funcionalidades — está no vocabulário e nas etapas.

Uma plataforma para imobiliário já sabe o que é uma angariação, uma visita e uma partilha entre agências, e já tem os campos para isso. Uma para saúde e bem-estar já traz consentimentos, prazos de conservação e o que é preciso para cumprir as obrigações do setor. Uma para restauração e alimentar já conta com lotes, validades e rastreabilidade.

Numa plataforma genérica, tudo isto existe — mas como campos personalizados que alguém teve de inventar, com nomes que só a pessoa que os criou percebe, e sem nenhuma regra por trás a garantir que são preenchidos.

A lacuna não aparece na fatura

Nas primeiras semanas, a plataforma genérica parece dar conta do recado. O problema aparece por volta do terceiro mês, e nunca como um problema de software.

Aparece como uma folha de cálculo que alguém montou para o que não cabia lá. Como um campo de observações onde se escreve em texto livre aquilo que devia ser um estado. Como uma dupla verificação manual antes de fechar cada processo, porque o sistema não impede que se avance sem o documento obrigatório.

Nada disto entra na comparação de preços que se fez no início. Mas se duas pessoas gastam meia hora por dia a compensar a lacuna, isso são cerca de vinte horas por mês — e custa bastante mais do que a diferença entre as duas mensalidades.

A terceira hipótese, que raramente se pondera

A escolha não é a dois. Há um meio-termo que resolve bem uma boa parte dos casos: ficar com a plataforma genérica para o que ela faz bem — contactos, faturação, tarefas — e construir à parte só a peça que o seu setor exige, ligada à primeira.

É mais barato do que uma plataforma vertical cara, e muito mais barato do que desenvolver tudo de raiz. Exige que a plataforma escolhida se deixe ligar em condições, o que nos traz de volta à pergunta da escolha da plataforma.

É trabalho de desenvolvimento à medida com interligações — e tem a vantagem de o que é seu ficar mesmo seu.

Como decidir sem ficar meses a pensar

Três perguntas costumam chegar.

  • O que o seu setor exige é obrigação legal ou hábito? Se for obrigação — conservação de dados, rastreabilidade, registo de consentimentos — não dá para compensar com boa vontade. Se for hábito, talvez o hábito é que esteja por rever.
  • Quantas pessoas vão usar isto todos os dias? Quanto mais pessoas, mais depressa uma lacuna pequena se torna cara.
  • Aquilo que a plataforma não faz é o que o distingue da concorrência? Se for, provavelmente não devia estar a delegá-lo num programa de prateleira seja de quem for.

Não sabe de que lado cai a conta?

Diga-nos em que setor trabalha e o que a plataforma atual não cobre. Fazemos as contas ao que custa cada caminho.

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