Marketing
Merchandising como estratégia de comunicação: sim ou não?
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Artigos personalizados com a marca — canecas, sacos, vestuário, cadernos, material para feiras — são uma das formas mais antigas de comunicação, e continuam a funcionar por uma razão simples: são objetos que ficam. Um bom brinde é visto todos os dias durante meses; um mau brinde é deitado fora ainda no parque de estacionamento.
Como qualquer investimento em comunicação, tem vantagens e riscos. Vale a pena olhar para os dois antes de mandar produzir mil unidades.
As vantagens
Presença prolongada. Um objeto útil mantém a marca à vista muito depois de a campanha ter acabado. É o contrário de um anúncio, que desaparece assim que o investimento para.
Circulação natural. Um saco, um boné ou uma camisola são usados em público, e passam a marca a quem não era o destinatário. Um artigo de que as pessoas gostam é emprestado, oferecido e comentado.
Relação com o cliente. Oferecer alguma coisa a quem já é cliente é um gesto de reconhecimento, sobretudo quando está ligado a um momento concreto — a conclusão de um projeto, uma entrega, uma data da empresa.
Personalização. Ao contrário de um anúncio, o artigo pode ser escolhido à medida de quem o recebe: um material técnico para clientes industriais, algo de uso doméstico para consumidores finais.
Os riscos
Custo por unidade. Quantidades pequenas ou qualidade alta encarecem depressa. E a conta não acaba na produção: há personalização, transporte, armazenamento e a distribuição propriamente dita.
Desperdício. Artigos que ninguém quer acabam no lixo, e hoje isso não passa despercebido. Um objeto de má qualidade não é neutro para a marca: é uma má impressão com o logótipo impresso.
Falta de visibilidade. Se o artigo é usado em casa, na gaveta ou só pela própria equipa, o efeito de comunicação é praticamente nulo. Vale a pena perguntar, antes de produzir, onde é que aquele objeto vai ser usado.
Como decidir bem
Quatro perguntas que resolvem a maior parte das más decisões:
- Quem recebe, e onde é que esse objeto vai ser usado?
- O artigo é útil o suficiente para sobreviver a uma arrumação?
- A marca aplica-se bem naquele material, ou fica ilegível e deformada?
- Quantas unidades são precisas de verdade, e é possível repetir a tiragem mais tarde?
Sobre a última: é quase sempre melhor produzir menos e repetir do que encher um armazém. Sobre a terceira: a aplicação da marca a materiais diferentes é trabalho de design gráfico, e não se resolve mandando o logótipo por correio eletrónico ao fornecedor.
Poucas unidades bem pensadas valem mais do que muitas de qualquer maneira. E o merchandising rende mais quando faz parte de um momento — uma feira, um lançamento, uma inauguração —, que é o campo da ativação de marca. Para o dia a dia, o equivalente é o estacionário: cartões, pastas e papel timbrado que a empresa usa todas as semanas.
Vai produzir material com a sua marca?
Diga-nos o que tem em mente e para quem é. Ajudamos a escolher os suportes e a preparar os ficheiros para produção.