Há uma diferença grande entre alguém que pesquisa «como escolher um estofo» e alguém que pesquisa «estofador em Aveiro». O primeiro está a informar-se e pode demorar meses. O segundo está a menos de meia hora de si, com o problema já decidido, à procura de quem o resolva esta semana.
A boa notícia é que estas pesquisas são muito mais fáceis de ganhar do que as nacionais. A concorrência é a da sua zona, não a do país inteiro, e o que é preciso fazer cabe numa tarde — com manutenção pequena depois.
O mapa ocupa o melhor lugar
Numa pesquisa com nome de terra, o Google mostra primeiro um bloco com três empresas e um mapa, e só depois os resultados normais. Esse bloco leva a maior parte dos cliques.
Entrar lá não depende do site: depende do Perfil de Empresa no Google — o que durante anos se chamou Google My Business, e ainda há muita gente a tratá-lo por esse nome. É gratuito, é o trabalho com melhor retorno que existe em SEO local, e está mal preenchido na esmagadora maioria das empresas.
O essencial: a categoria principal certa (é o campo que mais pesa e o mais atamancado), a morada exata, o horário atualizado — incluindo feriados —, o telefone que alguém atende, fotografias do espaço real e uma descrição escrita por si.
As avaliações contam, e as respostas também
Entre duas empresas parecidas, ganha quase sempre a que tem mais avaliações e mais recentes. Não é preciso ter cinco estrelas: é preciso ter volume e movimento.
O que funciona é pedir, na altura certa — quando o trabalho acabou e o cliente está satisfeito — e facilitar o caminho com uma ligação direta. O que não funciona é comprar avaliações: são identificáveis, e o risco de o perfil ser suspenso não compensa.
Responda a todas, sobretudo às más. Uma resposta calma a uma crítica é lida por dezenas de pessoas que nunca vão escrever nada e que estão a decidir se lhe telefonam.
O que o site tem de dizer, em texto
Três coisas, e as três falham com frequência.
- A morada e o telefone em texto, não dentro de uma imagem bonita no rodapé. Se estiver numa imagem, para o Google não existe.
- Escritos sempre da mesma maneira — no site, no Perfil de Empresa, no Facebook, no portal onde se inscreveu em 2019. «Rua» num sítio e «R.» noutro não é uma tragédia, mas a consistência ajuda.
- Uma página de contactos a sério, com mapa, horário e como se chega lá — não uma linha e um formulário.
Se serve zonas para além da sua — uma oficina de Aveiro que também vai a Ílhavo e a Águeda, por exemplo —, uma página própria por zona pode compensar. Mas só se tiver conteúdo real sobre trabalho feito lá. Clonar a mesma página trocando o nome da terra é das poucas coisas em SEO que ainda dá penalização.
Ligações da terra valem mais do que diretórios
Uma ligação do jornal regional, da associação empresarial, do clube que patrocina ou do fornecedor que o lista como parceiro diz ao Google que a sua empresa existe mesmo naquele sítio.
Vale mais do que cinquenta inscrições em diretórios genéricos, que hoje não pesam quase nada. E tem a vantagem de trazer gente pelo caminho, o que os diretórios já não fazem há muito tempo.
Uma hora por mês chega
Isto não é um projeto: é uma rotina curta. Confirmar o horário antes de cada feriado, acrescentar duas fotografias, responder às avaliações novas, publicar uma novidade.
O que estraga o SEO local não é a falta de estratégia — é o perfil abandonado há três anos, com o horário de antes da pandemia e um telefone que já ninguém atende. Se quiser ajuda com a parte de posicionamento, é o que fazemos em SEO e SEM; a base técnica do site está em sites e páginas.
Aparece nas pesquisas da sua zona?
Diga-nos onde trabalha e o que procura quem o contrata. Vemos como está hoje e o que falta para aparecer.